quarta-feira, 5 de maio de 2010

Nossa Senhora da Apresentação




Tudo que sabemos da apresentação de Nossa Senhora no templo, sabemo-lo por lendas e informações extra-bíblicas (principalmente pelo proto-Evangelho de Tiago), o que não quer dizer que o assunto da festa careça de probabilidade histórica. Segundo uma piedosa lenda, Maria Santíssima, tendo apenas três anos de idade, foi pelos pais, em cumprimento de uma promessa, levada ao templo, para ali, com outras meninas, receber educação adequada à sua idade e posição. A Igreja oriental distinguiu este fato com as honras de uma festa litúrgica. A Igreja ocidental conhece a comemoração da Apresentação de Nossa Senhora desde o século VIII. Estabelecida primeiramente pelo Papa Gregório XI, em 1372, só para a corte papal, em Avignon, em 1585, Sixto V ordenou que fosse celebrada em toda a Igreja.

A Apresentação de Nossa Senhora encerra dois sacrifícios: A dos pais e da menina Maria. Diz a lenda que Joaquim e Ana ofereceram a Deus a filhinha no templo, quando esta tinha três anos. Sem dúvida, foi para estas santas pessoas um sacrifício muito grande separar-se da filhinha que se achava numa idade em que há pais que queiram confiar os filhos a mãos estranhas. Três anos é a idade em que a criança já recompensa de algum modo os trabalhos e sacrifícios dos pais, formulando palavras e fazendo já exercícios mentais que encantam e divertem, dando ao mesmo tempo provas de gratidão e amor filiais. São Joaquim e Santa Ana não teriam experimentado o sacrifício em toda a sua amargura? O coração dos amorosos pais não teria sentido a dor da separação? Que foi que os levou a fazer tal sacrifício? A lenda fala de um voto que tinham feito. Votos desta natureza não eram raros no Antigo testamento. As crianças eram educadas em colégios anexos ao templo, e ajudavam nos múltiplos serviços e funções da casa de Deus. Não erramos em supor que Joaquim e Ana, quando levaram a filhinha ao templo, fizeram-no por inspiração sobrenatural, querendo Deus que sua futura esposa e mãe recebesse uma educação e instrução esmeradíssima.

Grande era o sacrifício de Maria. Não resta dúvida que para Maria, a criança entre todas as mais privilegiada, a cerimônia da apresentação significava mais que a entrada no colégio do templo. Maria reconhecia em tudo uma solene consagração da vida a Deus, a oferta de si mesma ao Supremo Senhor. O sacrifício que oferecia, era a oferta das primícias, e as primícias, por mais insignificantes que sejam, são preciosas por serem uma demonstração da generosidade do ofertante, e uma homenagem a quem as recebe. Maria ofereceu-se sem reserva, para sempre, com contentamento e júbilo. O que o salmista cantou, cheio de entusiasmo, traduziu-se na alma da bem-aventurada menina:

Quão amáveis são os teus tabernáculos, Senhor dos Exércitos! A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor”

E entrarei junto ao altar de Deus; do Deus que alegra a minha mocidade.

Que espírito, tanto nos santos pais como na santa menina! Que espetáculo para o céu e para os homens! O que encanta a Deus e lhe atrai a graça, em toda a plenitude edifica e enleva a todos que se ocupam deste mistério na vida de Nossa Senhora. Poderá haver coisa mais bela que a piedade, o desprendimento completo no serviço do Senhor?

A vida de Maria Santíssima no templo foi a mais santa, a mais perfeita que se pode imaginar. O templo era a casa de Deus e na proximidade de Deus se sentia bem a bela alma em flor

O passarinho acha casa para si e a rôla ninho nos altares do Senhor dos Exércitos, onde um dia é melhor que mil nas tendas dos pecadores”
.

Santo era o lugar onde Maria vivia. Era o templo onde os antepassados tinham feito orações, celebrado as festas; era o templo onde se achava o santuário do Antigo testamento, a arca, o trono de Deus no meio do povo; era o templo afinal, de que as profecias diziam que o Messias nele devia fazer entrada.

Naquele templo a menina Maria rezava e se preparava para a grande missão que Deus lhe tinha reservado. “Como os olhos da serva nas mãos da Senhora, assim os olhos de Maria estavam fitos no Senhor seu Deus”. Segundo uma revelação com que Maria agraciou a Santa Isabel de Turíngia todas as orações feitas naquele tempo se lhe resumiram no seguinte:

1) alcançar as virtudes da humildade, paciência e caridade;
2) conseguir amar e odiar tudo que a Deus tem amor ou ódio;
3) amar o próximo e tudo que lhe é caro;
4) a conservação da nação e do templo, a paz e a plenitude das graças de Deus e
5) finalmente ver o Messias e poder servir a sua santa Mãe.

Maria era o modelo de obediência, amor e respeito para com os superiores de caridade e amabilidade para com as companheiras. Tinha o coração alheio à antipatia, à rixa, ao azedume e ao amor próprio. Maria era uma menina humilde, despretensiosa e amante do trabalho. Com afã lia e estudava os Santos Livros.

Como as meninas do Colégio do templo se ocupavam de outros trabalhos concernentes ao serviço santo, é provável que Maria tenha recebido instruções sobre diversos trabalhos, como fossem: Pintura, trabalhos de agulha, canto e música. É opinião de muitos que o grande véu do templo, que na hora da morte de Jesus se partiu de alto a baixo, tenha sido confeccionado por Maria Santíssima e as companheiras.

Assim foi santíssima a vida de Maria no templo. O Divino Espírito Santo lapidou o coração e o espírito da esposa, mais do que qualquer outra criatura. Maria poderia aplicar a si as palavras contidas no Eclesiástico: “

Quando ainda era pequena, procurei a sabedoria na oração. Na entrada do templo instava por ela... Ela floresceu como uma nova temporã. Meu coração nela se alegrou e desde a mocidade procurei seguir-lhe o rastro”.

É de admirar que Maria, assim amparada pelos cuidados humanos e divinos, progredisse de virtude em virtude? De Nosso Senhor o Evangelho constata diversas vezes esta circunstância. Como Jesus, também Maria cresceu em graça e sabedoria diante de Deus e dos homens. Este crescimento a Igreja contempla-o em imagens grandiosas traçadas no Livro do Eclesiástico: “

Sou exaltada qual cedro no Líbano, e qual cipreste no monte Sião. Sou exaltada qual palma em Cedes e como rosais em Jericó. Qual oliveira especiosa nos campos e qual plátano, sou exaltada junto da água nas praças. Assim como o cinamomo e o bálsamo que difundem cheiro, exalei fragrância; como a mirra escolhida derramei odor de suavidade na minha habitação; como uma vide, lancei flores| de um agradável perfume e as minhas flores são frutos de honra e de honestidade”.

Nunca houve mocidade tão santa e esplendorosa como a de Maria Santíssima. Outra não poderia ser, devendo Maria preparar-se para a realização do mistério dos mistérios; da Encarnação do Verbo Eterno.

Nossa Senhora Aparecida


Desde o descobrimento do Brasil cultiva-se aqui a devoção de Nossa Senhora. Os portugueses descobridores do país tinham-na aprendido e usado desde a infância; os primeiros missionários recomendavam e propagavam-na. Aonde se fundavam cidades, construíram-se igrejas em honra de Nossa Senhora Aparecida e celebravam-se com grandes solenidades as suas festas. Foi certamente em recompensa desta constante devoção que a Virgem Santíssima quis estabelecer no Brasil um centro de sua devoção, um trono de graças, um santuário em nada inferior aos grandes santuários de outros países.

Data o ano de 1717 a origem da romaria de Nossa Senhora Aparecida. Três pescadores, de nome Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso, moradores nas margens do rio Paraíba, no município de Guaratinguetá/SP, estavam um dia pescando em suas canoas, sem conseguir durante longas horas pegar peixe algum. Lançando João Alves mais uma vez a sua rede na altura do Porto de Itaguaçu, retirou das águas o corpo de uma imagem, mas sem cabeça e, lançando mais abaixo de novo a rede, colheu também a cabeça. Envolveu-a em um pano e continuou a pesca. Desde aquele momento foi tão abundante a pescaria, que em poucos lances encheram as canoas e tiveram de suspender o trabalho para não naufragarem. Eram certamente extraordinários esses fatos: O encontro da imagem, da qual nunca se soube que a tivesse atirado à água, o encontro da cabeça a qual naturalmente devia ser arrastada mais longe pela correnteza da água, e além disto dificilmente podia ser colhida em rede de pescador, enfim, a pesca abundante que seguiu o encontro da imagem. Os pescadores limparam, pois, com grande cuidado e respeito a misteriosa figura e com grande satisfação verificaram que era uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Colocaram-na no oratório de sua pobre morada e diante dela começaram a fazer suas devoções diárias.

Não tardou a Virgem Santíssima a mostrar por novos sinais que tinha escolhido essa imagem para distribuir favores especiais aos seus devotos. Diversas vezes as pessoas que à noite faziam diante dela as suas orações, viam luzes de repente apagadas e depois de um pouco reacendidas sem nenhuma intervenção humana. Logo, já não eram somente os pescadores os que vinham rezar diante da imagem, mas também muitas outras pessoas das vizinhanças. Construiu-se dentro em pouco um oratório e após alguns anos, com a intervenção do vigário da paróquia, uma capelinha. As graças que Nossa Senhora ali concedia aumentavam e com elas cresceu a concorrência do povo. Impunha-se a construção de uma capela maior, e em lugar mais elevado. Estava ali perto o Morro dos Coqueiros, o mais vistoso de todos os altos que margeiam o Paraíba. Ali, pois, no cume do morro foi começada em 1743 a construção de uma capela espaçosa, a qual foi terminada em 1745; no dia 26 de julho foi benta e celebrou-se nela a primeira Missa. A imagem de Nossa Senhora da Conceição, já então chamada por todos de Aparecida, estava em seu lugar definitivo e o morro que escolheu para fixar sua residência, tomou por ela seu nome.

Aparecida tornou-se desde então conhecida pelos Estados vizinhos e por todo o Brasil. Numerosas caravanas de romeiros vinham mesmo de grandes distâncias, em viagens penosas de dias e semanas para visitarem Nossa Senhora Aparecida, lhe renderem graças e pedirem proteção. O nome de Nossa Senhora sempre foi no Brasil por todos invocado em momentos de aflição e perigo e sua devoção é praticada em quase todas as casas.

A capela de Nossa Senhora Aparecida, durante o tempo, foi por diversas vezes reformada, tornou-se igreja até chegar a atual basílica. A partir de 1894, o prelado constatou número insuficiente de sacerdotes e por isso obteve a vinda de religiosos da Congregação Redentorista que passaram a exercer a direção espiritual da igreja e das romarias.

Novo progresso trouxe o ano jubilar de 1900, em que por iniciativa do bispo do Rio de Janeiro e do Bispo de São Paulo, foram organizadas peregrinações diocesanas e paroquiais ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida. Desde então, além dos romeiros que vem sós ou em pequenos grupos, chegam anualmente em Aparecida numerosas peregrinações chefiadas pelo respectivo bispo ou vigário, contando com milhares de romeiros vindos de todos os pontos do Brasil.

Um grande dia foi para os devotos de Nossa Senhora Aparecida o dia 08 de setembro de 1904 (dia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição), em que a imagem foi coroada por ordem do Santo Padre. Assistiram à grande solenidade o Núncio Apostólico e todo o episcopado de diversas regiões do Brasil, além do presidente da República, através de seu representante. Todo o episcopado e o povo fizeram solene consagração a Nossa Senhora Aparecida com entusiásticas ovações a Nossa Senhora no momento de sua coroação.

Depois da coroação, o Santo Padre concedeu ao santuário de Aparecida mais outros favores: Ofício e missa própria de Nossa Senhora Aparecida, indulgências para os romeiros que vem em peregrinação ao Santuário. Em 1908 elevou a Igreja de Nossa Senhora à dignidade de Basílica. Por esse motivo ela foi solenemente sagrada a 5 de setembro de 1909 e no ano seguinte foram nela depositados os ossos de São Vicente Mártir, trazidos de Roma com permissão do Papa.

Nas festas e no congresso sempre se manifestou o desejo que Nossa Senhora Aparecida fosse declarada oficialmente padroeira do Brasil e o episcopado apresentou este desejo ao Santo Padre. Acolheu o Papa Pio XI favoravelmente os pedidos dos bispos e dos católicos do Brasil e, por decreto de 16 de julho de 1930 proclamou a Virgem Aparecida Padroeira principal de todo o Brasil.

Em 1967, ao completar-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário o Título de “Rosa de Ouro”, reconhecendo a importância da santa devoção.

Em 04 de julho de 1980, o Papa João Paulo II, em sua histórica visita ao Brasil, consagrou a Basílica de Nossa Senhora Aparecida em solene missa celebrada, revigorando a devoção à Santa Maria, Mãe de Deus.

No mês de maio de 2004, o Papa João Paulo II concedeu indulgências aos devotos de Nossa Senhora Aparecida, por ocasião das comemorações do centenário da coroação da imagem e proclamação de Nossa Senhora como Padroeira do Brasil .
Reflexões

Seria impossível enunciar e descrever os favores que Nossa Senhora Aparecida já tem concedido aos seus devotos em suas necessidades, muitas vezes mesmo milagrosos que a todos deixam admirados. Seria igualmente impossível contar os benefícios espirituais que ela tem concedido pela conversão de pecadores há muito afastados de Deus, pela tranqüilidade restituída a muitas consciências e por inúmeras outras graças espirituais. A devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida, aprovada pela Santa Igreja e confirmada por tantos milagres, é de sumo proveito para todos, e deve ser praticada por todos os habitantes desta terra em que é gloriosa Rainha.

Nossa Senhora da Agonia




As sete estrelas da coroa de Nossa Senhora da Agonia simbolizam as SETE DORES DE MARIA SANTÍSSIMA, que são:

A profecia de Simeão

A perseguição de Herodes e a fuga da Sagrada Família para o Egito

A perda do Menino Jesus no Templo de Jerusalém

O encontro desta Mãe admirável com Seu Filho, carregando a Cruz, no caminho para o Calvário

A crucifixão de Nosso Senhor

Quando recebeu nos Seus braços o Corpo de Jesus Cristo, descido da Cruz

Quando depositou Jesus no sepulcro, ficando Ela em triste solidão

Santa Brígida diz-nos, nas suas Revelações aprovadas pela Igreja, que Nossa Senhora lhe prometeu conceder sete graças a quem rezar, em cada dia, sete Ave-Maria em honra das Suas Dores e Lágrimas.

Eis as promessas:

Porei a paz em suas famílias

Serão iluminados sobre os Divinos Mistérios

Consolá-los-ei em suas penas e acompanhá-los-ei nas suas aflições

Conceder-lhes-ei tudo o que me peçam contanto que não se oponha à vontade adorável do Meu Divino Filho e à santificação das suas almas.

Defendê-los-ei nos combates espirituais contra o inimigo infernal e protegê-los-ei em todos os instantes da vida.

Assistir-lhes-ei visivelmente no momento da morte e verão o rosto da Sua Mãe Santíssima.

Obtive do Meu Filho que, os que propaguem esta devoção (às Minhas Lágrimas e Dores) sejam transladados desta vida terrena à felicidade eterna, diretamente, pois ser-lhes-ão apagados todos os seus pecados e o Meu Filho e Eu seremos a sua eterna consolação e alegria.
COROA DAS DORES DE NOSSA SENHORA
ORAÇÃO INICIAL

Virgem Dolorosíssima, seríamos ingratos se não nos esforçássemos em promover a memória e o culto de Vossas Dores. Vosso Divino Filho tem vinculado à devoção de Vossas Dores, particulares graças para uma sincera penitência, oportunos auxílios e socorros em todas as necessidades e perigos. Alcançai-nos, Senhora, de vosso Divino Filho, pelos méritos de Vossas Dores e Lágrimas, a graça...

01 Creio, 01 Pai-Nosso e 03 Ave-Maria em honra da Santíssima Trindade

1ª dor: Pela dor que sofrestes ao ouvir a profecia de Simeão, de que uma espada de dor transpassaria o Vosso Coração, Mãe de Deus, ouvi a nossa prece! Pai Nosso.... 7 Ave Maria..... Glória...

2ª dor: Pela dor que sofrestes quando fugistes para o Egito, apertando ao peito virginal o Menino Jesus, para o salvar das fúrias do ímpio Herodes, Virgem Imaculada, ouvi a nossa prece! Pai Nosso... 7 Ave Maria... Glória...

3ª dor: Pela dor que sofrestes quando da perda do Menino Jesus por três dias, Santíssima Senhora, ouvi a nossa prece! Pai Nosso.... 7 Ave Maria... Glória...

4ª dor: Pela dor que sofrestes quando viste O querido Jesus com a Cruz ao ombro, a caminho do Calvário, Virgem Mãe das Dores, ouvi a nossa prece! Pai Nosso.... 7 Ave Maria ... Glória...

5ª dor: Pela dor que sofrestes quando assististes à morte de Jesus, crucificado entre dois ladrões, Mãe da Divina Graça, ouvi a nossa prece! Pai Nosso... 7 Ave Maria... Glória...

6ª dor: Pela dor que sofrestes quando recebestes em Vossos braços o Corpo inanimado de Jesus, descido da Cruz, Mãe dos Pecadores, ouvi a nossa prece! Pai Nosso... 7 Ave Maria ... Glória...

7ª dor: Pela dor que sofrestes quando o Corpo de Jesus foi depositado no sepulcro, ficando Vós na mais triste solidão, Senhora de Todos os Povos, ouvi a nossa prece. Pai Nosso... 7 Ave Maria... Glória...
ORAÇÃO FINAL

Dai-nos, Senhora, a graça de compreender o oceano de angústias que fizeram de Vós a "Mãe das Dores", para que possamos participar de Vossos sofrimentos e Vos consolemos pelo nosso amor e nossa fidelidade. Choramos convosco, ó Rainha dos Mártires, na esperança de ter a felicidade de um dia nos alegrarmos convosco no céu. Amém.

(Com aprovação eclesiástica)

Pode-se também com este mesmo "tercinho" (de 7 mistérios com 7 contas cada) rezar-e a:
COROA DAS LÁGRIMAS DE NOSSA SENHORA
ORAÇÃO INICIAL

Eis-nos aos Vossos pés, ó dulcíssimo Jesus Crucificado, para Vos oferecer as Lágrimas d'Aquela que, com tanto amor, Vos acompanhou no caminho doloroso do Calvário. Fazei, ó bom Mestre, que nós saibamos aproveitar a lição que elas nos dão, para que, realizando a Vossa Santíssima Vontade na terra, possamos um dia Vos louvar por toda a eternidade nos céus. Amém.
NAS CONTAS MAIORES DO TERÇO:

Vede, ó Jesus, que são as Lágrimas d'Aquela que mais Vos amou na terra... E que mais Vos ama no céu.
E NAS CONTAS MENORES DO TERÇO:

Meu Jesus, ouvi os nossos rogos. Pelas lágrimas de Vossa Mãe Santíssima.
NO FINAL (TRÊS VEZES):

Vede, ó Jesus, que são as lágrimas daquela que mais Vos amou na terra e que mais Vos ama no céu.
ORAÇÃO FINAL

Virgem Santíssima e Mãe das Dores, nós Vos pedimos que junteis os Vossos rogos aos nossos, a fim de que Jesus, Vosso Divino Filho, a quem nos dirigimos, em nome das Vossas Lágrimas de Mãe, ouça as nossas preces e nos conceda, com as graças que desejamos, a Coroa Eterna. Amém.
Novena em louvor a Nossa Senhora da Agonia
1º DIA

Eis-me diante de Vós, ó Santa Mãe de Deus, Mãe Fortíssima que Vos comprazeis em ser invocada como a SENHORA DA AGONIA. Convosco me coloco aos pés da Cruz, onde Jesus, com Suas palavras divinas, nos estertores da morte, fez de Vós o nosso último dom: - "EIS TUA MÃE". Não posso esquecer jamais esse dom precioso. Sois minha Mãe, minha Mãe Querida, e bem sabeis o motivo que me leva a começar hoje essa novena de orações. Conheceis minhas necessidades, minhas misérias e humilhações, meus medos e angústias; vinde então depressa em meu socorro! Vinde também em meu auxilio, ó Santo Apóstolo João, pequeno e corajoso discípulo, amigo sincero de Jesus, que não O traístes, nem O negastes, nem fugistes como os outros, mas estivestes com Maria aos pés de Sua Cruz. Ó discípulo predileto, dignai-Vos rezar, juntamente comigo, estes nove dias e ensinai-me a abrir as portas do meu coração e do meu lar a esta Santa Mãe, que quer ensinar-nos a fazer a vontade de Deus, mostrando-nos que os planos divinos são sempre mais belos e perfeitos que os nossos próprios. Por isso, Poderosa Rainha, renuncio a minha vontade e dou-a inteiramente a Vós. Ó Senhora da Agonia, sabendo que são muitos os que têm recorrido a Vós com confiança e têm sido por Vós beneficiados, sinto em mim uma nova esperança, um forte desejo de invocar Vosso socorro, e uma certeza de que não serei eu, a única criatura a ser por Vós desamparada. Nossa Senhora da Agonia, eu confio em Vós! Ave-Maria e 3 x Glória
2º DIA

Eu Vos saúdo Santíssima Virgem, Rainha dos Mártires, Senhora da Agonia. Que os Anjos do Paraíso, os Santos Apóstolos e todos os Mártires, por mim, louvem e agradeçam a Deus que Vos constituiu Refúgio dos Perdidos e Esperança dos Miseráveis, dando, assim, até aos mais desesperados a esperança de salvação. Ó Senhora da Agonia, Vós quisestes demonstrar o imenso anseio que tendes em socorrer os mais degradados pecadores, quando escolhestes para edificar o Vosso templo em Portugal, o antigo Morro da Forca, que tal como o Calvário, servia para supliciar os condenados à pena de morte. E, de lá do Vosso trono, exercendo Vosso ofício de Advogada dos Pecadores, abristes o Vosso dulcíssimo coração à dor de todos os Vossos filhos. Que sobre mim também repouse o olhar da Vossa misericórdia! Não digais que minha causa é muito difícil de ganhar, pois sei que Deus sempre ouve a Vossa oração, porque Vos quis junto de Seu Filho, unida a Ele para sempre. Eu me entrego a Vós, na confiança de que não ficarei decepcionado (a) em minha súplica. Nossa Senhora da Agonia, rogai por nós! Ave-Maria e 3 x Glória
3º DIA

Eu Vos saúdo, Mãe Dolorosa, Alívio dos Aflitos, Senhora da Agonia. Sejam benditas, ó Estrela do Mar, as Vossas mãos que alcançam de Deus e distribuem aos homens tantas graças, milagres e prodígios em benefício da salvação do mundo. Vós que, em terra de pescadores, sois a protetora dos que vivem a desbravar o mar, tomai também o leme do barco da minha vida que está a sossobrar. Vós sois a ajuda poderosa, que Deus oferece a toda a humanidade, a fim de levá-la a retomar o caminho do bem, da verdade e do amor. Abandono-me, então, às correntes da Vossa misericórdia, abro-Vos o meu coração e em meio às fadigas, ao tumulto e às lutas de minha vida, eu busco-Vos, chamo-Vos e rogo-Vos que me alcanceis a graça de que tanto necessito. Nossa Senhora da Agonia, socorrei-me sem demora! Ave-Maria e 3 x Glória
4º DIA

Eu Vos saúdo, Mãe das Angústias, Virgem Poderosa, Senhora da Agonia. Que Vos bendiga toda a multidão de Vossos devotos da terra inteira, que bem sabem do poder que Deus deu a Vós, Mãe de Misericórdia, para cuidar da nossa salvação. Ó Senhora da Agonia, Vós que, no meio da noite escura, dáveis no Vosso monte, um sinal de luz, mostrando a direção da terra firme aos náufragos, que sem nada enxergar, tentavam sair das águas salgadas do abismo, resplandecei também para mim. Deixai que a Vossa claridade penetre agora as minhas trevas. Tornai viva a luz da Vossa presença. Coloco minha vida em Vossas mãos e, na escuridão da noite em que me encontro, ergo os meus braços para Vós, buscando-Vos, chamando-Vos e rogando-Vos que me alcanceis a graça que tanto espero. Nossa Senhora da Agonia, eu me entrego confiante a Vós! Ave-Maria e 3 x Glória
5º DIA

Eu Vos saúdo, Mãe do Criador, Virgem digna de todo o louvor, Senhora da Agonia. Seja sempre exaltada a infinita bondade de Deus, que Vos constituiu a Tesoureira de Seus Bens e a Despenseira de Suas Graças, para que pudésseis ajudar Vossos filhos a entrarem no caminho estreito que leva à salvação. Ó Senhora da Agonia, Vós, com este título, ficastes por quase dois séculos reinando somente em Portugal, dignando-Vos depois, trazer Vosso trono também para o Brasil. Da cidade de Itajubá levantastes então, a Vossa voz poderosa para chamar de todos os pontos do país os Vossos filhos e devotos para Vos construírem um Santuário. Ó Senhora de Todos os Povos, eu escuto Vosso chamado e acredito nos Vossos convites, acolho as Vossas mensagens e olho para os Vossos sinais. Sei que quereis me consolar, por isso, na angústia em que me encontro, dobro meus joelhos, buscando-Vos, chamando-Vos e rogando-Vos para que me alcanceis a graça que tanto almejo. Nossa Senhora da Agonia, ajudai-me sem demora! Ave-Maria e 3 x Glória
6º DIA

Eu Vos saúdo, Mãe da Solidão, Refúgio dos Abandonados, Senhora da Agonia. Sejam benditas as Vossas vitórias, Rainha elevada ao Céu; que todos os povos Vos proclamem Bem-Aventurada, porque o Senhor fez em Vós maravilhas! Ó Rainha dos Mártires, Vós tivestes o título de "Soledade" trocado por "Agonia" pelos navegantes portugueses que Vos rogavam agoniados do alto-mar, para que conseguissem ultrapassar a barreira das ondas terríveis das tempestades do oceano e chegassem vivos à terra. Mas agora, atravessando o Atlântico, (ó mistério insondável) viestes com o nome de Nossa Senhora da Agonia para uma terra, cuja padroeira é Nossa Senhora da Soledade. Entrego-me à força deste mistério e deposito o meu futuro em Vossas mãos. Ajudai-me a vencer as barreiras que o meu próprio egoísmo e falta de confiança ergueram e que me impedem de chegar ao porto seguro da salvação que é Jesus. Levanto meus olhos para Vós, Senhora dos Mares, e no meio das tempestades que estão me submergindo eu busco-Vos, chamo-Vos e rogo-Vos que me alcanceis a graça de que tanto preciso. Nossa Senhora da Agonia, vinde em meu auxílio! Ave-Maria e 3 x Glória
7º DIA

Eu Vos saúdo, Rainha das Vitórias, Socorro dos Cristãos, Senhora da Agonia. Bendito seja Deus que concedeu a Vós um tão grande poder sobre os demônios, que estes temem mais um só de Vossos suspiros em favor de uma pessoa do que a oração de todos os santos. Suspirai por mim, ó Senhora da Agonia! Vós, que surgistes em nossos dias com o poder deste Vosso título, triunfando sobre a potestade inimiga e subjugando-a sob o Vosso Nome, dissipai suas tramas infernais e guardai-me em Vosso Coração Imaculado. Coloco em Vós toda minha confiança, ó Refúgio dos Pecadores. Tende compaixão de mim, livrai minha alma da opressão causada pelo peso dos meus pecados. No meio das tribulações em que me encontro, eu busco-Vos, chamo-Vos e rogo-Vos para que me alcanceis a graça que insistentemente Vos peço. Nossa Senhora da Agonia, sede meu refúgio e proteção! Ave-Maria e 3 x Glória
8º DIA

Eu Vos saúdo Maria, Porta da Vida, Mãe de Todas as Graças, Senhora da Agonia. Salve, Mãe de Piedade, minha Mãe Amada. Mil graças rendo a Deus, que criou em Vós um verdadeiro e vivo coração de mãe que transborda continuamente de amor e de dor por seus filhos. Ó Senhora da Agonia, Vossos filhos quiseram construir para Vós uma igreja num outro lugar, que não aquele escolhido por Deus, desde todo sempre, para que ali fosse edificado um Santuário em Vossa honra. Mas Vós, ó Mãe Paciente, chamastes a atenção das pessoas para aquele Monte Santo, do qual estais hoje a espalhar por toda parte os tesouros da misericórdia divina. Colocai-me também entre os filhos de Vossa predileção, ó Virgem Fiel; inclinai-Vos para mim com paciência e bondade. Levantai-me para que eu possa caminhar sem medo, pois é com confiança que eu busco-Vos, chamo-Vos e rogo-Vos que me alcanceis a graça de que tanto necessito. Nossa Senhora da Agonia, compadecei-Vos de mim! Ave-Maria e 3 x Glória
9º DIA

Ó Virgem Imaculada e Bendita, Santíssima Virgem Maria, Senhora da Agonia, é com o coração cheio de confiança e a alma compenetrada da mais viva gratidão que hoje encerro a minha novena, na qual ergui a Vós minhas súplicas, comuniquei a Vós meus segredos, contei a Vós as minhas desventuras e descobri diante de Vós as minhas chagas. Dou graças ao meu Deus que me fez compreender que aquele que recorreu a Vós já pode ter a certeza de ter sido atendido. Por Vossas preces, ó Mãe Clemente, a graça do Senhor me visitou. Feliz a casa onde entra a Mãe de Deus! Quero agora celebrar-Vos por toda a parte e ver-Vos amada pelo mundo inteiro. Quero ainda, de modo muito especial, entregar-me ao Vosso serviço. Recebei-me no número dos Vossos devotos. À Vossa soberania consagro o meu passado, presente e futuro. Governai-me, assisti-me em todas as minhas ações, palavras e pensamentos, para que eu nunca mais ofenda a Jesus. Ó minha Rainha e minha Mãe, não deixeis de volver os Vossos olhos misericordiosos sobre todos aqueles que Deus me deu ao longo da minha vida, sobre a nossa Nação e sobre toda a Santa Igreja. Ficai sempre comigo e não me abandoneis na hora da minha morte. Amém Nossa Senhora da Agonia, eu me consagro a Vós! Ave-Maria e 3 x Glória

Nossa Senhora Achiropita


Em 580 D.C., o capitão Maurício, desviado pelos ventos, chegou a uma aldeia calabresa, na Itália. O monge Éfrem foi-lhe ao encontro e lhe disse: "Não foram os ventos que te conduziram para cá, mas Nossa Senhora, para que tu - uma vez Imperador - lhe construas um templo".

Em 582, Maurício tornou-se de fato Imperador e, cedendo à insistência do monge, decretou a construção do Santuário, que bem depressa chegou ao término. Um fato estranho chamou a atenção da comunidade. A imagem de Nossa Senhora que era pintada durante o dia, de noite desaparecia da parede.

Uma noite, de improviso, apareceu uma belíssima senhora que falou com o vigia e pediu para entrar no santuário. E como ela demorasse para sair, preocupado, ele entrou e não encontrou mais aquela senhora, mas viu que estava pintada no fundo da parede interna do templo, uma imagem lindíssima de Nossa Senhora. Ao saber disso, o povo acorreu àquele local e, entre lágrimas e cantos, aclamava: Achiropita! Achiropita!... O que significa: imagem não pintada pela mão do homem.

Seja lenda ou história, o fato é que desde o século doze, em Rossano Cálabro, esta devoção passou a ser oficialmente celebrada no dia 15 de agosto. Até hoje, no mundo inteiro, há somente duas igrejas dedicadas a Nossa Senhora Achiropita: uma na Itália, que atualmente é catedral; a outra é a Paróquia de Nossa Senhora Achiropita, no bairro Bela Vista (Bixiga), em São Paulo.

As bochechas são cheinhas e levemente rosadas. Os dedos roliços seguram uma criança que em tudo se parece com a mãe.

O rosto tem uma tonalidade escura, queimado pelo sol. Dona Ophélia sabe: a imagem é de uma mulher tipicamente calabresa. "Toda italiana é meio gordinha, tudo mangia macarroni". As vestes são fartas. Mãe e criança portam coroas douradas e brincos de brilhante. "Não importa com que roupa esteja vestida, a calabresa sempre está com um brinco", conta Antonieta.

A devoção a Nossa Senhora deve despertar no coração dos fiéis o amor filial a Maria, mãe de Jesus, o filho de Deus. Os vários títulos que ela recebeu são devidos aos lugares onde apareceu, ou aos pedidos particulares que Ela fez. Deus escolheu Maria para ser mãe do seu filho Jesus. Por ela ser Cheia de Graça, nenhum artista jamais conseguirá retratar numa tela sua beleza interior.

Ato de Consagração aos Sagrados Corações de Jesus e Maria

"Sacratíssimos Corações de Jesus e de Maria, a vós me consagro, assim como toda minha família. Consagramos a vós nosso próprio ser, toda nossa vida, tudo o que somos, tudo o que temos, e tudo o que amamos.
A vós damos nossos corações e nossas almas. A vós dedicamos nosso lar e nosso país. Conscientes de que, através desta consagração nós, agora, vos prometemos viver cristãmente praticando as virtudes de nossa religião, sem nos envergonharmos de testemunhar a fé.
Ó Sacratíssimos Corações de Jesus e de Maria, aceitai esta humilde oferta de entrega de cada um de nós, através deste ato de consagração.
Origem da devoção ao Sagrado Coração de Jesus
Na sexta-feira depois da oitava da festa do Corpo de Deus, a Igreja celebra a festa do Sagrado Coração de Jesus. De acordo com os desejos de Nosso Senhor, manifestados a Santa Margarida Maria Alacoque, deve ser dia de reparação, pela ingratidão, frieza, desprezo e sacrilégios que muitas vezes sofreu na Eucaristia, por parte de maus cristãos, e às vezes até por parte de pessoas que se presumem piedosas. Em todas as igrejas se fazem neste dia, solenes atos coletivos de reparação. Para estimular os cristãos e retribuir com amor tantas e tão grandes provas de amor do divino Coração de Jesus, dedicou à sua veneração, não só a primeira sexta-feira de cada mês, mas também um mês inteiro, o mês de junho.
No dia 16 de junho de 1675, durante uma exposição do Santíssimo Sacramento, Nosso Senhor apareceu a Santa Margarida Maria Alcoque e, descobrindo seu Coração, disse-lhe: "Eis o coração que tanto tem amado aos homens e em recompensa não recebe, da maior parte deles, senão ingratidões pelas irreverências e sacrilégios, friezas e desprezos que tem por Mim neste Sacramento de Amor".
Quem é devoto do Sagrado Coração de Jesus?
"Tem devoção ao Sagrado Coração de Jesus, quem considera o amor que Jesus Cristo patenteou na sua vida, na morte e no SSmo Sacramento, quem considera os afetos, os sofrimentos da alma de Jesus Cristo.
"É devoto do Sagrado Coração de Jesus, quem ama a Jesus Cristo, imita suas virtudes; quem Lhe faz reparação honorífica dos ultrajes que recebe e tudo isto, para corresponder ao amor que Ele nos vota.
"O Sagrado Coração de Jesus, na "GRANDE PROMESSA", concedeu a inestimável graça da perseverança final aos que comungarem na primeira sexta-feira de nove meses seguidos. Pelo que se introduziu o exercício de devoções em honra do Sagrado Coração, na primeira sexta-feira de cada mês. Além da graça prometida, ganha-se uma indulgência plenária (Comunhão, reparação, oração e meditação por algum tempo sobre a infinita bondade do Sagrado Coração). (Pe. Réus: "Orai")
Jesus, portanto, quer que Lhe demos amor e reparação das ofensas contra a Eucaristia, honrando e venerando o seu divino Coração.
E como para nos obrigar a isto, fez as seguintes magníficas promessas, em que fala a misericórdia do seu Sagrado Coração:
As Promessas
Dar-lhes-ei todas as graças necessárias ao seu estado.
Porei paz em suas famílias.
Consolá-los-ei em todas as suas aflições.
Serei o seu refúgio na vida e principalmente na morte.
Derramarei abundantes bênçãos sobre todas as suas empresas.
Os pecadores acharão no meu Coração o manancial e o oceano infinito de misericórdia.
As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas.
As almas fervorosas| altear-se-ão, rapidamente, às eminências da perfeição.
Abençoarei as casas, onde se expuser e venerar a imagem do meu Sagrado Coração.
Darei aos sacerdotes o dom de abrandarem os corações mais endurecidos.
As pessoas que propagarem estas devoção, terão os seus nomes escritos no meu Coração, para nunca dele serem apagados.
A Grande Promessa
Prometo-te, pela excessiva misericórdia e pelo amor todo-poderoso do meu Coração, conceder a todos que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, a graça da penitência final, que não morrerão em minha inimizade, nem sem receberem os seus sacramentos, e que o meu divino Coração lhes será seguro asilo nesta última hora.
Entronizai o coração de Jesus em vosso coração!
Divino Amigo, perseguido pelos inimigos e ferido no Coração pela tibieza de tantos amigos, vos queixastes a Santa Margarida: "Não acho, quem me ofereça um lugar de repouso... quero que teu coração me sirva de asilo...", eu quero aliviar vossa queixa e dar ao vosso Coração o asilo, que tantas almas lhe negam, quando dizem, ao menos com as suas obras: "Não queremos que Ele reine sobre nós". De minha parte, pelo contrário, só Vós haveis de ser o meu Rei. Vivei em mim que já não quero outra vida senão a vossa, outros interesses senão os da vossa glória, esvazio inteiramente meu coração e de par em par vo-lo abro. Entrai, Senhor! Dai-me o vosso Coração. Ele será o meu Rei muito amado. A Ele consagro e abandono meus interesses espirituais e temporais, meus sentidos e potências, minha vontade e todo o meu ser. Divino Coração de Jesus, reinai no meu coração! Imaculado Coração de Maria, defendei e dilatai nele o Reino de vosso Filho. Amém.
Minha Consagração
Divino Salvador que, perseguido pelos inimigos e ferido no Coração pela tibieza de tantos amigos, Vos queixastes a Santa Margarida: "Tenho procurado consoladores e não os tenho encontrado...".
Aqui estou, Senhor, para Vos consolar: Quero adorar vossa Majestade escondida, quero reparar as ofensas minhas e dos outros, quero amar o vosso amor desprezado e abandonado. Consagro-me inteiramente ao vosso divino Coração. Sêde Vós somente o meu Rei. Ajudai-me, Senhor, a difundir nas almas o reino do vosso Coração. Acendei a chama do vosso amor no coração dos vossos sacerdotes, para que se tornem apóstolos infatigáveis e portadores das bênçãos do vosso divino Coração.
Fazei que compreendam, finalmente, a honra e a obrigação que têm de Vos amar, para que, unidos entre si com os laços da vossa caridade, glorifiquem todos o vosso divino Coração, que é para nós, fonte de vida e salvação.
"Divino Coração de Jesus, reinai em meu coração!
Imaculado Coração de Maria, defendei e dilatai nele o Reino de vosso Filho. Amém!"

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Missa de 7° Dia e homenagem de nossa paroquia!

NOSSA PAROQUIA, COMUNIDADE SÃO FRANCISCO, JUNTAMENTE COM A PASTORAL DA CRIANÇA! HOMENAGEI A JULIANA SANTOS, INTEGRANTE DE NOSSA PASTORAL,BEM COMO A ZELIA & NIVEA ALMEIDA, ASSASINADOS NA COMUNIDADE DA AGENCIA, E ROQUE TOMÁS (VITIMA DE UM ATAQUE CARDIACO POR CONTA DE PRESENCIAR O REQUINTE DE CRUELDADE DA MORTE DAS VITIMAS ACIMAS)
DEUS OS ABENÇÕE E A LUZ PERPETUA OS ILUMINE!!!







Como é o Céu?
Ninguém será capaz de descrever plenamente como é o Céu, pois é algo inefável, que não há palavras para explicar. São Paulo disse que aos coríntios que: “o que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam”. (1Cor 2,9). Diz o nosso Catecismo que: “Os que morrem na graça e na amizade de Deus, e que estão totalmente purificados, vivem para sempre com Cristo. São para sempre semelhantes a Deus, porque o vêem “tal como ele é” (1Jo 3,2), face a face: (1Cor 13, 12; Ap 22, 4)”. (§1023)Jesus deixou claro: “o meu Reino não é deste mundo” (Jo 18,36), e falou muito do Céu: “De que vale o homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder a vida eterna” (Mc 18,36); “ajuntai tesouros no Céu onde a traça e o ladrão não entram…” (Mt 6,20); “os justos resplandecem no Céu” ( Mt 13, 43). Ao moço rico Jesus disse: “Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, e dá aos pobres, terás um tesouro no Céu” (Mt 18,21). O Papa Bento XII (1334-1342), na encíclica “Benedictus Deus” confirmou o Céu como dogma de fé e que lá já estão os santos: “Com a nossa autoridade apostólica definimos que, segundo a disposição geral de Deus, as almas de todos os santos mortos antes da Paixão de Cristo (…) e de todos os outros fiéis mortos depois de receberem o santo Batismo de Cristo, nos quais não houve nada a purificar, quando morreram, (…) ou ainda, se houve ou há algo a purificar, quando, depois da sua morte, tiverem acabado de fazê-lo, (…) antes mesmo da ressurreição nos seus corpos e de juízo geral, e isto desde a ascensão do Senhor e Salvador Jesus Cristo ao Céu, estiveram, estão e estarão no Céu, no Reino dos Céus e no paraíso celeste com Cristo, admitidos na sociedade dos santo anjos. Desde a paixão e a morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, viram e vêem a essência divina com uma visão intuitiva e até face a face sem a mediação de nenhuma criatura” (LG 49). O Papa Paulo VI, em 1967, e sua Profissão de Fé, “O Credo do Povo de Deus”, ratificou a realidade do Céu e a intercessão dos santos por nós: “Cremos que a multidão daqueles que estão reunidos em torno de Jesus e de Maria no Paraíso forma a Igreja do Céu, onde na beatitude eterna vêem a Deus como Ele é, e onde estão também, em graus diversos, associados com os Santos Anjos ao governo divino exercido pelo Cristo na glória, intercedendo por nós e ajudando nossa fraqueza por sua solicitude fraterna ” (n. 29).A grande força da Igreja nesses vinte séculos, que a fez vencer todas as formas de perseguição e tribulação, foi a certeza do Céu; a Igreja sabe que a eternidade lhe pertence; por isso não se desespera nunca com as mazelas deste mundo. Santa Maria Egípcia, após a sua maravilhosa conversão, viveu no deserto, por mais de cinqüenta anos, na mais dura penitência. Próximo da sua morte, São Zózimo lhe perguntou como ela pudera suportar, naquele lugar de horrores, uma vida tão austera. E a resposta foi essa: “Meu padre, com a esperança do Céu”!É essa “esperança do Céu” que precisa ser re-semeada sobre a terra. Para muitos o Céu já nem existe mais… Que tristeza! Mas como é o Céu? O Catecismo nos ensina muitas coisas: “Essa vida perfeita com a Santíssima Trindade, essa comunhão de vida e de amor com Ela, com a Virgem Maria, os Anjos e todos os Bem aventurados, é denominada “o Céu”. O Céu é o fim último e a realização das aspirações mais profundas do homem, o estado de felicidade suprema e definitiva. Viver no Céu é “viver com Cristo” (Jo 14, 3; Fl 1,23; 1Ts 4, 17). Os eleitos vivem “nele”, mas lá conservam – ou melhor, lá encontram - sua verdadeira identidade, seu nome próprio (Ap 2, 17). Por sua morte e Ressurreição Jesus Cristo nos “abriu” o Céu. A vida dos bem-aventurados consiste na posse em plenitude dos frutos da redenção operada por Cristo, que associou à sua glorificação celeste os que creram nele e ficaram fiéis à sua vontade. O céu é a comunidade bem-aventurada de todos os que estão perfeitamente incorporados a Ele.” (§1024-1028) A Igreja ensina que na glória do Céu os bem-aventurados continuam a cumprir com alegria a vontade de Deus em relação aos outros homens e à criação inteira. Já reinam com Cristo; “com Ele reinarão pelos séculos dos séculos. (Ap 22,5; Mt 25, 21. 23) Na Oração Sacerdotal Jesus disse: “Ora, a vida eterna consiste em que conheçam a Ti, um só Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo que enviaste.” (Jo 17, 3). Esta é uma excelente referência de como será o Céu: um conhecimento contínuo de Deus; e, como Deus é infinito, este conhecimento também o será, por toda a eternidade. No Céu não haverá fastio, não nos cansaremos de contemplar a cada instante a Face de Deus que sempre nos será nova. E o louvor, então, naturalmente, será incessante diante das maravilhas de Deus. Alguns perguntam se no Céu veremos os nossos entes queridos; São Tomás de Aquino, responde: “A contemplação da Essência divina não absorve os santos de maneira a impedir-lhes a percepção das coisas sensíveis, a contemplação das criaturas e a sua própria ação. Reciprocamente, essa percepção, essa contemplação e essa ação não os podem distrair da visão beatífica de Deus. Assim era em relação a Nosso Senhor aqui na terra” (Suma Teológica 30,84).Disse Santo Agostinho, na “Cidade de Deus”, diz que os bem-aventurados “formarão uma cidade, onde terão todos uma só alma e um só coração, de tal sorte que, na perfeição dessa unidade, os pensamentos de cada um não serão ocultos aos outros”.Jesus ensina que no Céu não haverá mais casamento, e que seremos como Anjos; isto é, a realidade da vida conjugal, sexual, etc. já não haverá, é uma realidade da terra. No Céu nossa alma desposará o próprio Senhor. São Francisco Xavier, lá das Indias, escrevia a Santo Inácio de Loyola, seu pai espiritual: “Dizeis, no excesso de vossa amizade por mim, que desejareis ardentemente ver-me ainda uma vez antes de morrer. De fato, não nos tornaremos a ver na terra senão por meio de cartas. Mas no Céu, ah! se-lo-á face a face! E então como nos abraçaremos! “ (Cartas de São Francisco Xavier, 93, nº 3

segunda-feira, 26 de abril de 2010

ATENÇÃO CATEQUISTAS!!!

CATEQUISTA, ESTÁ NA HORA DE NOS CONHECERMOS. FAÇA SEU CADASTRO NO SITE DA CNBB. (http://www.cnbb.org.br/catequista/)
No Ano Catequético Nacional estamos lançando o cadastro dos catequistas com a finalidade de obter dados concretos sobre os/as catequistas, no Brasil: quantos são, onde estão, o que fazem, a quem estão atingindo com a sua presença evangelizadora. Isso tudo, porque ainda não temos um banco de dados da catequese, que possa contribuir na dinamização do nosso trabalho. A partir das informações obtidas teremos condições de elaborar nossos projetos com maior aproveitamento, pois partimos de uma realidade concreta.
É importante que VOCÊ, CATEQUISTA, faça seu CADASTRO, na certeza de que está contribuindo para o crescimento do saber catequético em vista de uma catequese que forma para o DISCIPULADO.

VISITA MISSIONÁRIA (da Pastoral da CRISMA) A COMUNIDADE SÃO PEDRO(Duas pontes) e l MISSA NO LOCAL ONDE SERÁ CONTRUIDA A CAPELA!!!





MINISTÉRIO ORDENADO (QUE NOS DIZ O PAPA?)


PAPA BENTO XVI

AUDIÊNCIA GERAL

Praça de São Pedro
Quarta-feira, 14 de Abril de 2010

Ministério Ordenado

Queridos amigos!

Neste período pascal, que nos guia ao Pentecostes e nos prepara também para as celebrações de encerramento do Ano sacerdotal, que terão lugar nos dias 9, 10 e 11 de Junho próximo, apraz-me dedicar ainda algumas reflexões ao tema do Ministério ordenado, detendo-me sobre a realidade fecunda da configuração do sacerdote com Cristo Cabeça, no exercício dos tria munera que recebe, isto é, dos três ofícios de ensinar, santificar e governar.
Para entender o que significa agir in persona Christi Capitis – na pessoa de Cristo Cabeça – por parte do sacerdote, e para compreender inclusive quais consequências derivam da tarefa de representar o Senhor, especialmente no exercício destes três ofícios, antes de tudo é preciso esclarecer o que se entende por "representação". O sacerdote representa Cristo. O que quer dizer, o que significa "representar" alguém? Na linguagem comum, quer dizer – geralmente – receber uma delegação de uma pessoa para estar presente no seu lugar, falar e agir no seu lugar, porque quem é representado está ausente da acção concreta. Perguntamo-nos: o sacerdote representa o Senhor do mesmo modo? A resposta é não, porque na Igreja Cristo nunca está ausente, a Igreja é o seu corpo vivo e a Cabeça da Igreja é Ele, presente e em acção nela. Cristo nunca está ausente, aliás está presente de um modo totalmente livre dos limites de espaço e tempo, graças ao evento da Ressurreição, que contemplamos de maneira especial neste período de Páscoa.
Portanto, o sacerdote que age in persona Christi Capitis e em representação do Senhor, nunca age em nome de um ausente, mas na própria Pessoa de Cristo Ressuscitado, que se torna presente com a sua acção realmente eficaz. Age de facto e realiza o que o sacerdote não poderia fazer: a consagração do vinho e do pão para que sejam realmente presença do Senhor, a absolvição dos pecados. O Senhor torna presente a sua própria acção na pessoa que realiza tais gestos. Estas três tarefas do sacerdote – que a Tradição identificou nas diversas palavras de missão do Senhor: ensinar, santificar e governar – na sua distinção e profunda unidade são uma especificação desta representação eficaz. São na verdade as três acções do Cristo Ressuscitado, o mesmo que hoje na Igreja e no mundo ensina e assim cria fé, reúne o seu povo, cria presença da verdade e constrói realmente a comunhão da Igreja universal; e santifica e guia.
A primeira tarefa sobre a qual gostaria de falar hoje é o munus docendi, isto é, ensinar. Hoje, em plena emergência educativa, o munus docendi da Igreja, exercido concretamente através do ministério de cada sacerdote, resulta particularmente importante. Vivemos numa grande confusão acerca das escolhas fundamentais da nossa vida e das interrogações sobre o que é o mundo, de onde vimos, para onde vamos, o que devemos fazer para fazer o bem, como devemos viver, quais são os valores realmente pertinentes. Em relação a tudo isto existem muitas filosofias contrastantes, que nascem e desaparecem, criando confusão sobre as decisões fundamentais, como viver, porque já não sabemos, comummente, do que e para que somos feitos e para onde vamos. Nesta situação realiza-se a palavra do Senhor, que teve compaixão da multidão porque eram como ovelhas sem pastor (cf. Mc 6, 34). O Senhor tinha feito esta constatação quando viu os milhares de pessoas que o seguiam no deserto porque, na diversidade das correntes daquele tempo, já não sabiam qual fosse o verdadeiro sentido da Escritura, o que dizia Deus. O Senhor, movido pela compaixão, interpretou a palavra de Deus, ele mesmo é a palavra de Deus, e assim deu uma orientação. Esta é a função in persona Christi do sacerdote: tornar presente, na confusão e na desorientação dos nossos tempos, a luz da palavra de Deus, a luz que é o próprio Cristo neste nosso mundo. Por conseguinte, o sacerdote não ensina as próprias ideias, uma filosofia que ele mesmo inventou, encontrou ou que gosta; o sacerdote não fala de si mesmo, não fala por si mesmo, talvez para criar admiradores ou um partido próprio; não diz coisas próprias, invenções suas mas, na confusão de todas as filosofias, o sacerdote ensina em nome de Cristo presente, propõe a verdade que é o próprio Cristo, a sua palavra, o seu modo de viver e de ir em frente. Para o sacerdote vale o que Cristo disse sobre si mesmo: "A minha doutrina não é minha" (Jo 7, 16); isto é, Cristo não se propõe a si mesmo, mas, como Filho, é a voz, a palavra do Pai. Também o sacerdote deve sempre dizer e agir assim: "a minha doutrina não é minha, não difundo as minhas ideias ou o que me agrada, mas são boca e coração de Cristo e torno presente esta única e comum doutrina, que criou a Igreja universal e que cria vida eterna".
Este facto, que o sacerdote não inventa, não cria e não proclama ideias próprias porque a doutrina que anuncia não é sua, mas de Cristo, por outro lado, não significa que ele seja neutro, quase como um porta-voz que lê um texto do qual, talvez, nem se apropria. Também neste caso, vale o modelo de Cristo, que disse: Eu não sou para mim e não vivo para mim, mas venho do Pai e vivo para o Pai. Portanto, nesta identificação profunda, a doutrina de Cristo é a do Pai e Ele mesmo é um só com o Pai. O sacerdote que anuncia a palavra de Cristo, a fé da Igreja e não as próprias ideias, deve dizer também: Eu não vivo por mim e para mim, mas vivo com Cristo e para Cristo e portanto tudo aquilo que Cristo nos disse torna-se a minha palavra não obstante não seja minha. A vida do sacerdote deve identificar-se com Cristo e, deste modo, a palavra não própria torna-se, contudo, uma palavra profundamente pessoal. Santo Agostinho, sobre este tema, falando acerca dos sacerdotes, disse: "E nós o que somos? Ministros (de Cristo), seus servidores; porque o que distribuímos a vós não é nosso, mas tiramo-lo da sua despensa. E inclusive nós vivemos dela, porque somos servos como vós" (Discurso 229/e, 4).
O ensinamento que o sacerdote é chamado a oferecer, as verdades da fé, devem ser interiorizadas e vividas num intenso caminho espiritual pessoal, de forma que realmente o sacerdote entre numa profunda, interior comunhão com o próprio Cristo. O sacerdote crê, acolhe e procura viver, antes de tudo como próprio, quanto o Senhor ensinou e a Igreja transmitiu, naquele percurso de identificação com o próprio ministério do qual São João Maria Vianney é testemunha exemplar (cf. Carta para a proclamação do Ano sacerdotal). "Unidos na mesma caridade – afirma ainda Santo Agostinho – todos somos auditores daquele que é para nós no céu o único Mestre" (Enarr. in Ps. 131, 1, 7).
Por conseguinte, com frequência a voz do sacerdote poderia parecer "a de um que grita no deserto" (Mc 1, 3), mas exactamente nisto consiste a sua força profética: em nunca ser homologado, nem homologável, a alguma cultura ou mentalidade dominante, mas em mostrar a única novidade capaz de produzir uma autêntica e profunda renovação do homem, ou seja, que Cristo é o Vivente, é o Deus próximo, o Deus que age na vida e para a vida do mundo e nos doa a verdade, o modo de viver.
Na preparação atenta da pregação festiva, sem excluir a dos dias úteis, no esforço de formação catequética, nas escolas, nas instituições académicas e, de modo especial, através daquele livro não escrito que é a própria vida, o sacerdote é sempre "professor", ensina. Mas não com a presunção de quem impõe as próprias verdades, mas com a humilde e jubilosa certeza de quem encontrou a Verdade, foi capturado e transformado por ela, e por conseguinte não pode deixar de a anunciar. Com efeito, ninguém pode escolher o sacerdócio por si mesmo, não é um modo para alcançar a segurança na vida, para conquistar uma posição social: ninguém pode obtê-lo nem procurá-lo sozinho. O sacerdócio é resposta ao chamamento do Senhor, à sua vontade, para se tornar anunciadores não de uma verdade pessoal, mas da sua verdade.
Queridos irmãos sacerdotes, o Povo cristão pede para escutar dos nossos mestres a genuína doutrina eclesial, através da qual se possa renovar o encontro com Cristo que doa a alegria, a paz e a salvação. A Sagrada Escritura, os escritos dos Padres e dos Doutores da Igreja e o Catecismo da Igreja Católica constituem, a este propósito, pontos de referência imprescindíveis no exercício do munus docendi, tão essencial para a conversão, o caminho de fé e a salvação dos homens. "Ordenação sacerdotal significa: estar imersos (...) na Verdade" (Homilia da Missa Crismal, 9 de Abril de 2009), aquela Verdade que não é simplesmente um conceito ou um conjunto de ideias a transmitir e assimilar, mas que é a Pessoa de Cristo, com a qual, pela qual e na qual viver e assim, necessariamente, nasce também a actualidade e a compreensão do anúncio. Só esta consciência de uma Verdade feita Pessoa na Encarnação do Filho justifica o mandato missionário: "Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda a humanidade" (Mc 15, 16). Só se se trata da Verdade ela está destinada a toda a humanidade, não é uma imposição de algo, mas a abertura do coração àquilo pelo qual se foi criado.
Queridos irmãos e irmãs, o Senhor confiou aos Sacerdotes uma grande tarefa: ser anunciadores da Sua Palavra, da Verdade que salva; ser a sua voz no mundo para levar aquilo que beneficia o bem verdadeiro das almas e o autêntico caminho de fé (cf. 1 Cor 6, 12). São João Maria Vianney seja exemplo para todos os Sacerdotes. Ele era homem de grande sabedoria e heróica força ao resistir às pressões culturais e sociais do seu tempo para poder guiar as almas para Deus: simplicidade, fidelidade e proximidade eram as características essenciais da sua pregação, transparência da sua fé e da sua santidade. O Povo cristão era edificado e, como acontece para os autênticos mestres de todos os tempos, reconhecia nele a luz da Verdade. Em definitiva, reconhecia nele o que se deveria reconhecer sempre num sacerdote: a voz do Bom Pastor.
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Apelo
O meu pensamento dirige-se à China e às populações atingidas por um forte terramoto, que causou numerosas perdas em vidas humanas, feridos e danos ingentes. Rezo pelas vítimas e estou espiritualmente próximo das pessoas provadas por tão graves calamidades; para elas imploro de Deus alívio no sofrimento e coragem nestas adversidades. Faço votos por que não venha a faltar a solidariedade comum.
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Saudação
Amados peregrinos de língua portuguesa, sede bem-vindos! A todos saúdo com grande afeto e alegria, de modo especial a quantos vieram de do Brasil e de Portugal com o desejo de encontrar o Sucessor de Pedro. Desça a minha bênção sobre vós, vossas famílias e comunidades. Muito obrigado!
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ORDENAÇÃO SACERDOTAL (Continuação V)




ORDENAÇÃO SACERDOTAL (ContinuaçãoIV)